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Vocação e Chamado

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Introdução

Quando os cristãos falam sobre vocação (ou “chamado”), geralmente querem saber: “Deus está me chamando para um determinado emprego, profissão ou tipo de trabalho?” Essa é uma pergunta importante, porque o trabalho que realizamos é importante para Deus. Se o trabalho é importante, faz sentido perguntar que trabalho Deus quer que façamos.

Na Bíblia, de fato, Deus chama pessoas — algumas pessoas, pelo menos — para determinados trabalhos e oferece a todos os tipos de orientação para o trabalho que realizam. Vamos explorar em profundidade os relatos bíblicos desses “chamados”. Embora as Escrituras raramente usem de fato a palavra “chamado” para descrever a orientação de Deus quanto a empregos, profissões ou tarefas, esses relatos bíblicos correspondem ao que normalmente entendemos por “chamado” vocacional. Portanto, como resposta preliminar, podemos dizer que sim: Deus conduz as pessoas a determinados empregos, profissões e tipos de trabalho.

Mas, na Bíblia, o conceito de chamado vai muito além de qualquer aspecto específico da vida, como o trabalho. Deus chama as pessoas para viverem unidas a ele em todos os aspectos da vida. Isso só pode acontecer em resposta ao chamado de Cristo para segui-lo. O chamado para seguir a Cristo está na raiz de todos os outros chamados. É importante, porém, não confundir o chamado para seguir a Cristo com um chamado para se tornar um profissional que trabalha na igreja. Pessoas de todas as áreas da vida são chamadas a seguir a Cristo com a mesma profundidade e dedicação.

Neste artigo, depois de explorarmos o chamado para seguir a Cristo, examinaremos o chamado para determinados trabalhos à luz de muitas das passagens bíblicas relacionadas ao chamado. Mostraremos como a atuação conjunta da Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo — orienta e serve de modelo para o nosso trabalho.

Ao longo do caminho, examinaremos temas relacionados, como:

  • como discernir o chamado ou a orientação de Deus na área do trabalho;
  • a dimensão comunitária do chamado;
  • o chamado para o trabalho na igreja versus o trabalho fora da igreja;
  • chamados para participar da obra criativa e redentora de Deus para além do ambiente de trabalho remunerado;
  • a importância de como você trabalha, independentemente do emprego que tenha; e
  • a liberdade plena que os cristãos desfrutam em seu trabalho.

Introduction

When Christians ask about vocation (or "calling"), we usually mean, “Is God calling me to a particular job, profession or type of work?” This is a significant question, because the work we do is important to God. If work is important, it makes sense to ask what work God wants us to do.

In the Bible, God does indeed call people—some people, at least—to particular work, and gives all people various kinds of guidance for their work. We will explore biblical accounts of these “calls” in depth. Although scripture seldom actually uses the word “call” to describe God's guidance to jobs, occupations, or tasks, these occurrences in the Bible do correspond to what we usually mean by a vocational “calling.” So, as a preliminary answer, we can say “yes,” God does lead people to particular jobs, occupations, and types of work.

But in the Bible, the concept of calling goes deeper than any one aspect of life, such as work. God calls people to become united with himself in every aspect of life. This can only occur as a response to Christ’s call to follow him. The calling to follow Christ lies at the root of every other calling. It is important, however, not to confuse a calling to follow Christ with a calling to become a professional church worker. People in every walk of life are called to follow Christ with equal depth and commitment.

In this article, after exploring the call to follow Christ, we will explore the calling to particular work in light of many of the biblical passages related to calling. We will show how the cooperative work of the Trinity of Father, Son and Holy Spirit guides and models our work.

Along the way, we will examine related topics such as:

  • how to discern God’s calling or guidance in the area of work
  • the community nature of calling
  • the calling to church vs. non-church work
  • callings to the creative and redemptive work of God beyond the paid workplace
  • the importance of how you work at whatever job you have, and
  • the ultimate freedom that Christians enjoy in their work.

Evangelismo - Compartilhando o Evangelho no Trabalho

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A ideia de que todo cristão é chamado a compartilhar o evangelho pode ser desconcertante para muitos de nós, afinal, a maioria não se considera especialmente capacitada para o evangelismo. Embora seja muito gratificante participar da caminhada de alguém rumo à fé, iniciar uma conversa sobre questões espirituais com colegas de trabalho pode gerar bastante ansiedade.

Isso pode ser verdade no seu caso — e por muitas razões perfeitamente compreensíveis. Talvez você se sinta despreparado para responder às perguntas que teme que seus colegas lhe façam. Talvez ache que abordar questões espirituais seja inadequado no ambiente de trabalho — ou foi isso que lhe ensinaram. Talvez se sinta um pouco intimidado pela postura hostil que alguns colegas têm em relação ao cristianismo. Talvez pense que compartilhar sua fé possa gerar conflitos e criar um clima ruim com seus colegas. Ou talvez você se sinta desqualificado porque, bem... sabe que seu próprio testemunho de fé no trabalho está longe de ser exemplar.

Mas e se entendêssemos que fazer parte da jornada de alguém rumo à fé em Jesus pode começar com algo tão simples quanto tomar um café com um colega, encorajar alguém que teve uma semana difícil no trabalho ou oferecer ajuda a um chefe ou colega que esteja sob pressão? E se realmente acreditássemos nas palavras de Jesus sobre compartilhar o evangelho com outras pessoas?

  • E se acreditássemos que Jesus nos autoriza a agir em seu nome para cumprir nosso chamado como suas testemunhas no trabalho, pois “toda a autoridade no céu e na terra me foi dada” (Mateus 28:18)?
  • E se sua promessa fosse verdadeira: “o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinará a vocês todas as coisas e fará vocês se lembrarem de tudo o que eu lhes disse” (João 14:26)?
  • E se tivéssemos confiança na presença de Cristo — sabendo que ele está conosco sempre e em todos os lugares, em todas as situações (Mateus 28:20)?
  • E se, mesmo em interações breves e em comentários casuais sobre nossa fé, soubéssemos que o Espírito Santo está agindo no coração e na mente das pessoas para “convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8)?
  • E se soubéssemos que não precisamos ser perfeitos nem dizer exatamente as palavras certas — que é obra de Deus atrair as pessoas para si, pois “ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair” (João 6:44)?
  • E se entendêssemos que simplesmente fazer um bom trabalho pode lançar luz sobre nossa fé para que nossos colegas “vejam as boas obras de vocês e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus” (Mateus 5:16)?

Era assim que os primeiros cristãos entendiam sua missão e seu papel no cumprimento da Grande Comissão de fazer discípulos de todas as nações — e isso transformou o mundo. É a maior história de sucesso na comunicação da história humana: a maneira como o evangelho se espalhou pelo mundo mediterrâneo e, por fim, chegou aos quatro cantos da terra.

Pouco antes de sua ascensão, Jesus apresentou seu plano estratégico para levar as boas-novas do Reino de Deus ao mundo inteiro. Ele disse aos seus seguidores:

“Jesus aproximou-se deles e disse: ‘Toda a autoridade no céu e na terra me foi dada. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.’” (Mateus 28:18-20)
“Mas vocês receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês; e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.” (Atos 1:8)

Os discípulos do primeiro século abraçaram essa missão, e o número de seguidores de Jesus cresceu de algumas centenas antes do Pentecostes para mais de seis milhões até o final do terceiro século[1] — um crescimento impressionante, qualquer que seja o critério usado.